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"O delírio é uma
tentativa de cura,
de reconstrução.
O sistema delirante é,
na verdade,
um sistema de sobrevivência."

Sigmund Freud




















 


Segunda-feira, Janeiro 14, 2008


Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira






eu preciso dizer que eu te amo


Por :: aicìteL :: 8:19 PM ::
Diga lá:




Sábado, Junho 23, 2007


Eu tive fora uns dias / Numa onda diferente

dei pra rir estranho, tenho feito um som gutural, como se quisesse proteger meus gânglios, quando na verdade, estou fudendo com eles.


E provei tantas frutas / Que te deixariam tonta

são 5 horas da manhã, estou sozinha após ter pousado em plena augusta para um artista frágil, desses que me irritam, mas me impedem de dizer "não". do outro lado da rua, putas com frio. lamentável puta "não poder" usar casaco. mas se eu fosse homem, talvez também não pegasse uma puta agasalhada. de quê sei eu? um carro passa, o corpo do carona meio pra fora. esse mesmo corpo, que também possui uma boca, grita: "eu vou morrer". acho trágico e poético, afinal reticências


Eu nem te falei / Da vertigem que se sente

cogitei em sentir. eles disseram após gargalhadas para as minhas imitações: "você nunca foi tão bonita". e ela concluía: - é porque você não está amando ninguém.
- a beleza dos "sólos" é mais pura, refletiram enquanto eu sentia tesão em futucar meus cravos.
eu sou um solo.


Eu nem te falei / Que eu te procurei / Pra me confessar / Eu chorava de amor / E não porque eu sofria

anotei ¿ revertério ¿ no celular, com o número 000000. anotei só para não esquecer tal palavra que pipocou enquanto quase dormia. por alguns segundos delirei ser capaz de algum poema com ela. abalos no meu sistema nervoso. é maravilhoso como nós somos a terra. e temos terremotos, maremotos, furacões, vulcões. estou prestes. ainda não sei qual.


Mas você chegou / Já era dia / E não tava sozinha

vi a maior piscina da minha vida (é hilário o padrão ¿minha vida¿) à venda na estrada. ela era de plástico e ela era o mundo. deve ser confortável viver dentro de tanto azul canetinha. com ou sem água. desidrato com paciência.


Eu tive fora uns dias

ele me deu uma bola de gude.


Eu te odiei uns dias

vejo uma estátua de preto velho acoplada a um computador. sou curiosa, logo logo estou ali. trata-se de uma consulta-brincadeira. devo enfiar um cabo em algum lugar do preto velho. ele tem buracos no olho na cabeça e no coração, onde obviamente enfiei o cabo. o rapazinho de sotaque gripado diz que eu preciso pensar numa pergunta. ¿mas pensa forte¿, diz ele. acho graça do pensar forte e rio por dentro pensando se um peido singularizaria meu pensar forte. o preto velho diz com voz robocopiana: ¿vá atrás do seu sonhos¿. alguns gostariam, eu não gostei. essa coisa de ir atrás significa que o lance almejado tá à sua frente. eu só quero os lados. as beiras.

Eu quis te matar

o filtro aberto desperdiçando água. o pão esquecido queimando. o celular sendo carregado há mais de dois dias. a luz do corredor acesa. coisas que sempre esqueço. você, não.



Por :: aicìteL :: 5:09 PM ::
Diga lá:




Domingo, Março 11, 2007


Sonhos

I.
Estou no sítio da minha avó. Está acontecendo uma festa na sala. Meus alunos do curso estão dançando. De repente, um homem albino passa carregando um alce. Ninguém vê, só eu. Fico assustada, mas continuo dançando. Novamente, o homem albino passa. Agora ele puxa um rinoceronte, ninguém vê. Me assusto. Mas penso que posso estar alucinada, já que ninguém estranha. Pela terceira vez, o homem passa. Agora, com um leão. O leão passa bem perto de mim, e sinto arrepios na nunca, tamanho medo. Resolvi ir lá fora ver o que está acontecendo. Saio gritando: "Você está fazendo comércio ilegal de animais!!!" Mas o que vejo é uma arca. Fico confusa. Um homem, por quem já fui apaixonada, passa e diz: "Esse cara é uma figura."




II.

Estou num cinema aberto. Parece uma arena. Estou sentada no chão, no corredor, esperando o filme começar. Oprah Winfrey passa e senta do meu lado. As pessoas fazem comentários, mas estou muito ocupada esperando um homem que preciso matar. Visualizo a morte do homem várias vezes. Vou empurrá-lo na grade pontuda e afiada. Meu pai lê meus pensamentos, me puxa num canto e diz: "Ainda não é hora de matar esse homem". Eu concordo com meu pai. Saio dali e vou pular de uma pedra numa cachoeira.



III.

O mundo se resume à uma rua. O planeta inteiro é uma rua. Marilyn Manson foi banido do planeta, por causa das mortes que provocou. Agora ele mora num planeta distante, mas existe um CD, que se as pessoas apertarem um botão secreto, ele vem do planeta que estiver para a Terra. Alguém aperta o tal botão secreto. Ouço a música do Marilyn Manson no ar e penso "Fudeu". Em menos de segundos, ele já está na Terra, andando feito um manco. Ele se aproxima das pessoas, encosta a ponta do dedo nas costas, e a pessoa toma um choque e fica paralisada. Não sei se morrem. Saio correndo com medo. Entro no último prédio da rua e subo para a cobertura. Penso que ele nunca me achará ali. Me distraio tanto, que tomo um SUSTO terrível quando ele aparece na minha frente e encosta seu dedo nas minhas costas. Tomo um choque. Acordo.


IV.

Tomo conta de duas crianças. Filhas de alguma amiga minha, mas não não reconheço quem. Estou dentro de um cofre gigantesco com meu ex namorado (Hahahaha, Freud é tão óbvio). Íamos trepar, mas um amigo meu aparece dentro do cofre. Perco o tesão. De repente as crianças chegam. Uma confusão estava acontecendo. Um sequestro, um assalto. Vou ao ouvido do menino, que deve ter uns 3 anos e digo: "Chama ele de PUTO! Vai, fala! PUTO!" O garoto diz em voz alta: "PUTO!" A mãe, que estava ao meu lado, se choca: "Você ensinou um palavrão para o meu filho?" Agora estamos todos dentro do cofre. Meu pai aparece do nada e quer bater uma foto com todos. Meu irmão do meio fica dirgindo a namorada gringa, mandando ela sorrir de uma maneira, que eu achei muito estranha.


V.

Estou num jipe com meu irmão do meio. Ele pára o carro e diz que eu preciso preparar o jantar. Saio do jipe e entro na mata com muita habilidade. Tiro o tênis e entro no rio para pescar o peixe da janta. Só que não possuo vara de pescar. É tudo com a mão. Meu irmão fica me apressando. Quero gritar, mas não posso assustar os peixes. Pego um peixe enorme com as mãos e volto para o carro. De repente, estou num shopping. A bateria da Mangueira está tocando. As pessoas querem que eu dance. Eu digo que não posso pois estou com o peixe na mão e preciso preparar o jantar. De repente, aquele homem, o Ivo Meireles ( hahahaha, JURO!) surge do nada e me dá um beijo na boca. Quando abro os olhos, não é mais o Ivo Meireles, e sim o Gilberto Gil me beijando. Sinto tesão. A bateria tocando, eu com o peixe na mão e Gilberto Gil passando a mão na minha não-bunda.


Por :: aicìteL :: 10:51 PM ::
Diga lá:




Domingo, Janeiro 14, 2007


Não sei porquê, mas lá vai:


5.1.7

eu preciso de carinho
sincero e incômodo
que me alivie e me constranja
carinho de ponta de dedo
ou de pernas que enrosquem
eu necessito de toques
toquem em mim
mesmo sem o físico
não sinto nada
qualquer carinho
de pai, de mãe, de amigo
de um estranho
eu mereço
hoje, eu mereço

__________________________


Perdi a idéia original.
O pecado, já realizado
ecoando na minha cabeça
aumentando meu constrangimento.
Sou curiosa e sem paciência.
Minha avó com as unhas longas e vermelhas arranhando minha pele.
Esqueci de tudo o que eu ia falar. Tudo pode ser nada, no caso.
Sou arranhada por uma coisa que não reconheço.

_____________________________________________


28/12/7

Velocidade me excita.


Mas veja bem,
eu não disse qual.


_____________________________

Intimidade é uma coisa difícil.
É um homem pelado dentro do metrô lotado.


Impossível não manjar o pau.

______________________________


11.1.7

Devo estar no final da Bahia.
O sol vai se pôr do meu lado direito.
O ônibus está vazio, e no entanto,
o cheiro de xixi é forte.
O Brasil é incrível, e eu nunca vou me cansar de dizer isso.
Agora não vejo mais o sol, só montanhas.
Não sei o nome desse lugar,
e isso é ótimo.

________________________________

E se porra fosse colorida?


lovely....

_______________________________


Só fico quieta
quando sinto teu braço
enlaçar meu pescoço

Por 3 segundos
fica a dúvida:
isso é carinho
ou
é um golpe?

Eu ainda não te entendo
Mas você aquietaminhainquietude

___________________________________


Novo Horizonte:

é o nome da cia do ônibus
e é também o que eu quero
sou tão vertical
preciso deitar mais

meanwhile
night falls into regions
eu gostaria de ter velocidade para ver tudo

tantos horizontes por vir

que bom

Por :: aicìteL :: 6:55 PM ::
Diga lá:




Sexta-feira, Agosto 11, 2006




Fiz esse planejamento em janeiro.
Troquei tudo.


Acontece.
Não é?



Por :: aicìteL :: 4:21 PM ::
Diga lá:




Sábado, Agosto 05, 2006


Da agenda pra cá



Eu estou preparada para sentir
tudo isso
que já está estou sentindo.

__________________________


As mulheres que usam calças muito altas, transformando a vagina num W,
sentem muita falta fálica.

_________________________

Nasci enrolada no cordão umbilical

Continuo enrolada no cordão umbilical

Delicada.
A situação
e minha mãe.

Eu não.

_________________________

Mastiga
Gosto do gesto
Gosto da palavra
Gosto da sonoridade
Arroz & feijão
Sempre rápido
Já com camarão
Devagar, quase parando
Mastigo minha própria
língua
às vezes
Dói como poucas dores doem

_________________________

Amar exige saber
Ponto de interrogação
Às vezes digo que sim
Noutras não
Mas é que tenho certeza
Que não sei

_________________________


Eu envelheço pela tangente
A pele dobrada em volta
dos olhos anunciam:

eu rio muito

A vida é boa
E não é à toa

Por :: aicìteL :: 2:41 AM ::
Diga lá:




Segunda-feira, Julho 17, 2006


Júlia nunca foi de esperar. Sete e meia é sete e meia pra ela. Sete e trinta é cinco é, é outra história, outra situação. Então, quando Luiz se percebeu 5 minutos atrasado do seu encontro com Júlia, achando até que estava adiantado, resolveu apressar o passo e se utilizar das longas pernas, que já acompanham sua família há quatro gerações. A essa altura, Júlia falava seu primeiro palavrão da semana. Um gordo puta que pariu. Luiz se atrasou pois foi no boteco da esquina comprar uma Halls preta pra disfarçar os 7 cigarros do dia, aproveitou pra ver os gols da semana na mini e gordurosa televisão do pequeno bar. Sete e trinta e sete e Júlia já na fila do metrô, visualizando cenas onde Luiz e uma outra mulher, loira e magra, se beijam lentamente. Sete e trinta e nove, Luiz revirando uma
Halls preta na boca, pra lá e pra cá. O ponto escolhido era um bar onde ambos nunca haviam sentado. Luiz em pé, a mão com vida própria querendo achar o cigarro dentro do bolso. Os olhos no relógio do celular. No metrô, Júlia observa um menino sentado, com seus bons onze-doze anos, lendo e rindo muito. Júlia é curiosa-discreta, e esticou o longo pescoço que também acompanha sua família há quatro gerações, e lá estava na capa do livro do garoto: Karl Marx - in English. Nessa hora Júlia sentiu falta de Luiz. Mesmo que ele tivesse beijado a tal mulher que só existe na cabeça dela, a loira e magra. Júlia era tão metódica que já não lembrava a última vez que fez algo sem olhar para o relógio antes. Luiz era tão KarlMarx para ela. Saltou do metrô sem olhar que horas eram. Mandou uma mensagem de texto dizendo: "Me encontra na porta do São João Batista." Luiz não entendeu o porquê da mudança de local e principalmente porque o local escolhido agora era o cemitério. Mas como era um dos últimos homens-bacanas restantes no mundo, lá foi ele, com a segunda Halls preta na boca. Era verão, e ainda estava claro, mas as primeiras estrelas já apareciam, e Luiz olhava para elas com a mesma sensação que teve quando viu a primeira estrela cadente de sua vida, no sítio de seu avô. "É um cometa", gritou com pulmão de menino de nove anos. E vó Zé explicou que não, que aquilo era uma estrela cadente. Ficou tão nostálgico com as estrelas ou talvez com o cemitério, que nem percebeu na demora de Júlia, que chegou com o rosto vermelho e o nariz com bolinhas de suor. Luiz estava apaixonado por Júlia há 17 dias. Sabe do número pois a conheceu no primeiro dia do ano. As primeiras conversas de um casal apaixonado são muito difíceis. E Júlia e sua muralha da China eram firmes demais para os cigarros anárquicos de Luiz. "Eu acabei de morrer", disse Júlia enquanto estalava os polegares. Luiz achou aquilo estranhíssimo, mas achou de bom tom dar-lhe um abraço. Júlia o recebeu e disse: "Descobri que te amo. Mas me percebi morta." Luiz, tinha um sorriso largo e apenas falou: "Eu sei fazer respiração boca a boca". Se beijaram até que ficasse completamente escuro. Vez ou outra comentavam as estátuas do cemitério. Nesse mesmo dia, juraram que nunca seriam enterrados, e sim cremados. Com as cinzas soltas pelo sítio do vó Zé.
Hoje em dia, Júlia é casada com Vitor, um advogado cinquentão, que fala muito alto, só lê o caderno de esportes, peida muito de madrugada e nunca colocou o cabelo da esposa para trás da orelha quando era necessário ver seu rosto. Têm duas filhas.
Luiz já está na sétima namorada, a da vez se chama Marta, mas ele já está de olho em Leila. Nunca levou nenhuma delas ao sítio do vó Zé. Mora em Botafogo, e passa em frente ao cemitério quase todo dia. Até hoje acha que o melhor abraço do mundo foi de Júlia. Comprou uma estátua de um anjo tocando trompete, que apenas cemitérios possuem, e colocou no quintal de sua casa.
Um dia, caminhando pela Urca, fotografando as casas coloridas, viu Júlia do outro lado rua tomando um picolé. Estalou os polegares e foi até ela. Não olhou para os dois lados, como vó Zé ensinou. Foi atropelado por um Monza preto. "Descobri que te amo. Mas me perecebi morto", foram suas últimas palavras. Júlia chorou com os olhos, a boca, o nariz, as mãos e os ouvidos: "Eu não sei fazer respiração boca a boca, falou baixinho. Logo depois, achou de bom grado abandonar o marido, a vida na cidade e foi morar com Vó Zé.

Por :: aicìteL :: 6:01 PM ::
Diga lá:




Quarta-feira, Julho 05, 2006


Eu não sei porque ainda veio aqui, mas...


Metroblogging é uma rede de blogs espalhados por 45 cidades do mundo.
O Rio de Janeiro foi escolhido para ser a 46a cidade dessa relação (e a primeira da América Latina).

Eu e mais 9 pessoas estamos escrevendo por lá.
Clique aqui, pra ir lá.

E também escrevo praticamente todo dia no Lettuce.
Clique aqui.

Isso aqui só é mantido para minha futura nostalgia.

All my love pra vocês que ainda lêem isso aqui.

Por :: aicìteL :: 9:37 PM ::
Diga lá:




Segunda-feira, Julho 03, 2006


só um segundo.



Por :: aicìteL :: 6:03 PM ::
Diga lá:




Segunda-feira, Junho 05, 2006


"Ciúme me dá frio. Ponho logo um casaquinho para que pare. Sonhei com a ópera. A cabeça no travesseiro e a mente em italiano. La mamma morta. Sempre cai lágrima com Maria Callas. Sempre. E isso destrói meu dia. Hoje vi sua alma vagando pela rua. Digo sua alma, pois eu te matei há mais ou menos 5 meses. Tenho sorte de ter capacidade de sorrir com facilidade. Tem gente que... Não. O resto da pêra que não comi agora está marrom. Microfone com gosto de outra boca não é bom. Sou tão solitária, pai. Sou minha própria lombriga. Estou dentro de mim mesma, me comendo, aos poucos. Aluguei um filme chato. Foi bem constrangedor. Ontem mesmo depois da ópera, sangrei. Não era hora. Acho que foi a ópera. Ela ri com dentes separados e lindos e diz: "Que poético, amiga." Mas na verdade só sinto cólica. E nada de poesia. Papai comprou um travesseiro de 170 reais que a NASA programou. Vai me emprestar qualquer dia desses. Em Brasília, quase 3 horas. Minha solitária faz barulhos estranhos, depois fica bem silenciosa. Como eu. Faz frio. Sou áspera e tola de ciúmes. O sobretudo não me aquece tanto, mas sobretudo faz peso em meus ombros. O sono sempre vem para quem tem peso nos ombros. Papai vai me emprestar o travesseiro do espaço. E vou ter o sonho mais lindo da minha vida. Não resisto. E chupo o resto marrom da pêra. Meu carro não tem freio. Mas meu pé acha que sim. Antigamente eu me achava profissional. Concluí meu amadorismo hoje, agora há pouco, tremendo de ciúm... digo de frio. É desconcertante rever almas pelas ruas. Eu sou tão antiga. Tão, tão. Sou tão escadaria do Municipal. Tão. Gosto tanto da gramática utilizada corretamente. É ridículo, eu sei. Mas é mais ainda quando... Papai vai demorar horrores para me emprestar o travesseiro."

- Só isso, garota?
- Vocês tem remédio pra verme?



Por :: aicìteL :: 3:40 PM ::
Diga lá:




Quarta-feira, Abril 05, 2006


Esse blog completou 3 anos de existência. Foda-se. É que a preguiça me impede de escrever que tive bons momentos aqui. Conheci pessoas fodas, algumas maravilhosas, algumas idiotas, uns bacanas e sacanas. Descobri que escrever pode ser tão prazeroso. Seja digitando, seja com lápis, seja com bic. Só alimentei um bichinho que viva dentro de mim e amava aula de redação. Aprendi a amar verbos e predicados. E sujeitos... Meu mundinho agenda. Minha vida papel de carta. Ou não. Meu coração à mostra. Depois lacrado. Tanta coisa. Penso em ter 47 anos e ler isso tudo. Penso em viver até lá e muito mais. Com 3 filhos lindos. Nuno, Otto e algum nome ainda não decidido. A internet é uma coisa muito louca. E isso é uma frase bem clichê mas que cabe perfeitamente com o que é. A internet é uma coisa MUITO LOUCA. Me deu muita alegria. Alguns perrengues, mas aprendi a usar o botão delete. Ou aquele xis ali do canto da página. A vida podia ser assim também, não?
Delete.
Xis.
Ctrl Alt Del.

Obrigada a todos que já passaram aqui.
Que a arte nos aponte uma resposta...

ENTER

Por :: aicìteL :: 10:11 PM ::
Diga lá:




Quarta-feira, Março 29, 2006


O grande amor da sua vida é você mesmo.
E não tenha medo: dura pra sempre.



Por :: aicìteL :: 7:44 PM ::
Diga lá:




Quinta-feira, Março 02, 2006


A Genialidade da Multidão



Há bastante deslealdade, ódio,
violência,
Absurdo no ser humano
comum
Para suprir qualquer exército em qualquer
dia.
E O Melhor No Assassinato São Aqueles
Que Pregam Contra Ele.
E O Melhor No Ódio São Aqueles
Que Pregam AMOR
E O MELHOR NA GUERRA
--FINALMENTE--SÃO AQUELES QUE
PREGAM
PAZ

Aqueles Que Pregam DEUS
PRECISAM de Deus
Aqueles Que Pregam PAZ
Não têm paz.
AQUELES QUE PREGAM AMOR
NÃO TÊM AMOR
CUIDADO COM OS PREGADORES
Cuidados com os Sabedores.

Cuidado
Com Aqueles Que
Estão SEMPRE
LENDO
LIVROS

Cuidado Com Aqueles Que Detestam
Pobreza Ou Que São Orgulhosos Dela

CUIDADO Com Aqueles Que Elogiam Fácil
Porque Eles Precisam De ELOGIOS De Volta

CUIDADO Com Aqueles Que Censuram Fácil:
Eles Têm Medo Daquilo Que
Não Conhecem

Cuidado Com Aqueles Que Procuram Constantes
Multidões; Eles Não São Nada
Sozinhos

Cuidado
Com O Homem Comum
Com A Mulher Comum
CUIDADO Com O Amor Deles

O Amor Deles É Comum, Procura
O Comum
Mas Há Genialidade Em Seu Ódio
Há Bastante Genialidade Em Seu
Ódio Para Matar Você, Para Matar
Qualquer Um.

Sem Esperar Solidão
Sem Entender Solidão
Eles Tentarão Destruir
Qualquer Coisa
Que Seja Diferente
Deles Mesmos

Incapazes
De Criar Arte
Eles Não Irão
Compreender Arte

Eles Vão Considerar Sua Falha
Como Criadores
Apenas Como Uma Falha
Do Mundo

Incapazes De Amar Completamente
Eles Vão ACREDITAR Que Seu Amor É
Incompleto
E ELES VÃO ODIAR
VOCÊ

E Seu Ódio Será Perfeito
Como Um Diamante Brilhante
Como Uma Faca
Como Uma Montanha
COMO UM TIGRE
COMO Cicuta

Sua Mais Fina
ARTE





Charles Bukowski


_______________________


Puta que pariu..........................





Por :: aicìteL :: 6:59 PM ::
Diga lá:




Quinta-feira, Janeiro 19, 2006


diário do metrô:


Tenho medo de gostar muito da solidão.
E principalmente, tenho medo de me apaixonar por ela.


___________________________________________________________



Tira teus óculos, homem.
Sou sem foco mesmo.


____________________________________________________________



Meu objetivo é não ter objetivos.

As rugas se aproximam
Os fios brancos virão
Um amor me espera numa praça
Sai avião de hora em hora
Deus não dá as caras


Logo,

não há pote de ouro
Só vejo o arco-íris.


__________________________________________________________


Estou com mania da palavra
"quase"
Talvez seja reflexo instantâneo
da minha quase vida

Quase paixão
Quase desilusão

Nem a tristeza
tem vindo
inteira.


_________________________________________________________



Preciso de coito,







coitada.



Por :: aicìteL :: 12:43 PM ::
Diga lá:




Terça-feira, Janeiro 10, 2006


Entrou no ar em janeiro de 2006 o site do arquiteto e artista plástico carioca Carlos Coccarelli. A página enfatiza os nus femininos que Coccarelli pinta desde os anos 70, mas também apresenta seus principais projetos arquitetônicos e uma espirituosa biografia do artista. Mais: uma nova geração de dezesseis jornalistas, escritores, músicos, produtores e artistas gráficos ¿ os interventores ¿ criaram textos, poesias, trilhas sonoras e imagens para 26 das 87 pinturas.

Ah, ele é o pai da querida Jojô.

E eu sou uma das interventoras. Escrevi um conto. Aliás, um dos meus preferidos.
Procura lá:

http://www.coccarelli.art.br/



Por :: aicìteL :: 5:30 PM ::
Diga lá:




Quarta-feira, Janeiro 04, 2006


Estagnação
de corpo
e de pensamentos

A paralização precede um movimento

Brusco


ou


Interno




É incrível o que um pedaço de papel menor do que a sua unha faz com a sua cabeça.




Por :: aicìteL :: 9:29 PM ::
Diga lá:




Terça-feira, Dezembro 20, 2005


Grande piada da semana:





Não entendi porque ela não assumiu logo.



Por :: aicìteL :: 8:00 PM ::
Diga lá:




Sexta-feira, Dezembro 16, 2005


2005 passou tão rápido e tão intenso que se tiver que constatar o que aprendi, só tenho um pensamento em mente:

Em 2006, vou comprar um sutiã. I'm not getting any younger.



Que saudades de 2003. Parece que foi ontem, mas não. Têm 2 anos. Mas parece que foi ontem, falando assim. Mas não. Já se passaram dois anos. 2 anos. Saudades da porra de 2003. Mas que venha 2006. Sinto coisas.



Por :: aicìteL :: 2:40 AM ::
Diga lá:




Domingo, Novembro 20, 2005


Para João, Joana, Fabiano, Paulo e Tainá, por hoje.

Com seu corpo de 23 anos, espantosamente grande, a mulher se sentou no balanço da beira da estrada. Um desses novos balanços, onde é possível até deitar. Com a cara cansada pela noite virada, achou de bom grado balançar. Percebendo-se sozinha, aos poucos afastou os joelhos um do outro, sentindo assim o movimento do vento entre suas pernas. O balanço ia e vinha. O vento também ia e vinha, inflando-lhe a saia graciosa que havia escolhido com facilidade por saber da beleza de sua composição com esta. Com um ímpeto de curiosidade quase infantil e também motivada pelo simples e bom desejo, abriu bem as pernas. Seus metros de pernas. E com a força do corpo, embalou o balanço num movimento contínuo. O vento invandia pelas coxas, chegando até a área onde costumava chamar de terreno baldio. "Essa música te abraça." Ela lembra da melodia, e mais uma vez sente-se abraçada. Essa música me abraça. O vento secando as pernas, os desejos sempre escorrem, me desculpa, por favor, mas eles escorrem perna abaixo. É assim. As secreções não têm para onde ir, se não para baixo. Ou internalizam-se na região mais gasta de uma calcinha. O balanço não comporta o peso ou o tamanho da mulher cansada de 23 anos. Alguém, de longe, grita seu nome com uma exclamação, devido ao choque em vê-la em tal posição. Mas essa música abraça, e esse abraço tapou seus ouvidos. Muito, muito longe, ela até consegue ouvir seu nome. E sabendo-se chamada, prefere continuar balançando, agora com a cabeça pra trás. Sabe-se observada, mas isso não faz a menor diferença. Apenas a excita ainda mais. A saia num ir e vir tão delicado. Os joelhos roxos e cicatrizados denunciam a preferência infantil por pular de balanços ou depravá-los, do que utilizá-los em si. Mas com 23 anos, e cansada, a preguiça da molecagem a toma. E por alguns segundos, seus 7 anos de volta. E por alguns segundos, todo o tesão de uma vida de volta, perdido em algum terreno baldio. E encontrado num balanço de beira de estrada.



Egon Schiele, acabando comigo.



Por :: aicìteL :: 11:48 PM ::
Diga lá:




Terça-feira, Novembro 08, 2005


quer ouvir "os letícios"? clica aqui: Os Letícios



no site, tem um espaço perguntando: INFLUÊNCIAS.
daí escrevi, daí não tá entrando, acho que é porque o texto ficou grande.
então segue aaqui:

_______________________________


ovulação. útero. pênis. P.J. Harvey. telefonemas na madrugada. Janis Joplin. álcool descido. ácido derretido. weed. papel de carta. canetinhas coloridas. agenda. adesivos. Cat Power. traumas infantis. manias. metodismos femininos. arrotos masculinos. Maysa. calcinha molhada. camisinha arranjada. champa. Björk. sudeste. centro oeste. nordeste. norte. sul. Nina Simone. mentirinhas de leve. verdades gordas. meia calça laranja. filme espanhol. drama. Julie Doiron. amigas. amigos. bichas. fanchas. uma grande ciranda. Nouvelle Vague. amor em 3 dias. vingança em uma música. Glen Close. depilação cavada. cantada barata. bucetão. modess. sangue vazando. Mata Hari. troca de pneus. mata aquela barata. abre o pote da azeitona. Ani Difranco. balança. espelho. alface. chocolate. Coco Rosie. homem que não me quer. homem que me quer. sintonia. falta de. gente tarada. Mutantes. vida. minúscula. maiúscula. receita de bolo da vovó. 3 filhos. labrador. casa no campo. aquela coisa. é, acho que essas são as influências.


Por :: aicìteL :: 7:13 PM ::
Diga lá: